segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Talvez um esforço.

Talvez o lance de ditar ritmo na vida seja desanimante. Foi o que aparentemente veio acontecendo nos últimos 30 e poucos dias. Que o diga a falta de vontade de escrevê-la aqui, pois que há um tempo sem redigir algo. Mas ao mesmo tempo tenho uma mente que passando por coisas inesperadas e que está, consequentemente, atordoada. Pois que o lance de escrever sempre me funcionou, então porque não tentar dinovo? Vamos lá.

Viajei para Cavalcante, um lugar muito bonito de fato. O ponto de parada foi a pousada do Lenilson, mais conhecido como meu sogro. O lugar ainda estava em construção (acredito que ainda está), mas que nem por isso tirou a emoção da viagem. Montamos barracas, eu e mais as 8 pessoas convidadas pela Júlia e que comparecem. No mesmo terrreno, descemos a um riacho, água pouca, devagar e gelada. Uma rodinha do pessoal dentro da água e aí o clima começando a ficar legal e me dizendo que seria divertido. Mais a noite uma dança de ciranda no centro da cidade, que ficava a poucos quilômetros da chácara.
Nos outros dias, cachoeiras de dia almoço num horário bem diferente dos costumes urbanos. Às noites, fogueira com violão, cerveja e outras conversas. De madrugada uma chuva extremamente forte que tirou parte da minha barraca, que me obrigou a sair e arrumar, em pleno temporal e depois dormir no molhado. Acordar pra mais uma aventura, antes um churrasco, bastante animação. Depois um rio com histórias legais. A noite mais fogueira, catuaba, fumaça e preparação pro aniversário. Passando a meia-noite, entregar os presentes a minha amada e ter uma noite bacana. No dia efetivo do aniversário, ida a um dos lugares mais esperados, Santa Bárbara. Uma queda d'água divinamente bonita, caminhada e almoço no centro da cidade. No fim da tarde a volta pra Brasília.
A volta aos costumes, como cursinho e trabalho. Este último que vem se desenhando com mudanças. A tempos a classe dos pilotos luta, e eu já disse isso aqui, pela redução da jornada, e o sindicato organizou uma greve com 10 reivindicações, sendo uma delas essa redução. Dois dias de greve bastaram para que o sonho das 6h fosse em fim colocado em prática. Estipulou-se o dia 1 de novembro como o inicio do período de experiência da nova jornada. E assim aconteceu.
Logo mais, no dia 3, tinha eu e Júlia uma data super importante para comemorar. 1 ano juntos. Sim, sim. 365 dias, ou como achar melhor, 12 meses. Um dia de folga foi feito para ele, e também uma programação legal acompanhado de um presente super especial e importante, um par de alianças. E assim foi se definindo esse dia.

Eu seria totalmente injusto ao dizer que esse dia foi totalmente maravilhoso, assim como a viagem para Cavalcante. Há coisas que não se pode fingir, e digo que houveram coisas ruins que nos abalaram, tais como desentendimentos originados de ciúmes, expectativas, falhas, coisas do passado que voltam à tona, e toda uma história que começa a ser repensada diante dessas coisas ditas. E desde então o relacionamento passou por uma crise. Talvez todo esse ritmo que eu disse no primeiro parágrafo trouxe o desânimo nesse aspecto da vida. Chegamos perto de terminar, digo que até tentamos, mas não conseguimos. O sentimento existe, sim. Ainda existe. Mas será ainda o mesmo? Eu tenho certeza que não é o mesmo, mas sim maior do que antes. Será que com todas as coisas ruins deveria ser menor o amor? Se fosse, digo eu em verdade, não estaria tão mais perto quanto continuamos a estar.
O lance é que agora estipulamos um tempo pra nós. Não terminamos nem deixamos as alianças de lado. Mas daqui a 8 dias, o tempo nos dará um veredito que eu acredito já saber a resposta. E qual é? Segredo.

No mais, toquei com a Ninguém em um festival promovido por uma escola de música, o Festbandas. Tinhamos tudo para levar o prêmio de melhor autoral, mas um problema com o equipamento tirou a possibilidade. Uma pena, mas a gente continua tentando. Talvez a frustração maior foi ver a banda de Emocore do festival levar o título, hahahaaha.
Por falar em frustração, também teve a prova do enem, que para mim foi apenas um exercício pro vestibular e não efetivamente a busa pela vaga, pois a Unb não aceitará. Toda aquela polêmica pra mim é de menos. Que mais me deixou chateado foi o nível da prova e a distribuição das matérias. Mas deixa pra lá.
Que importa mesmo é que ontem eu tive um dia bom com minha namorada, fomos ao parque e ensinei-a a dirigir no meu carro, depois fomos ao cinema e a noite pra minha casa. Eu estou feliz, mas com saudade, pois nosso 'tempo' ja começou hoje.

A semana vai ser longa. Vamos adiante.

Um abraço. ;)

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